sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Continuação...
A minha entrada na universidade coincidiu com a altura em que andava a tirar a carta de condução. Sempre fui muito certinha e responsável e sempre gostei de me empenhar em tudo e por isso achava que não tinha falhado em nada, sempre boa aluna, na natação, piano, em casa...enfim. Até que me deparo com um obstáculo, a condução, a parte teórica como sempre fui excelente mas na prática comecei a ter as minhas imperfeições, sobretudo porque é algo em que todos nos observam e ficam ali à espera da nossa acção. Foi um problema, mas lá consegui tirar a carta....e ainda agora não consigo conduzir sozinha, suo só de pensar. Na universidade estava tudo bem, saúde...até que no dia dos santos (dia muito mau pra mim, detesto cemitérios) encontramo-nos com um familiar e começou por dizer que tinha tido um AVC e a explicar pormenorizadamente os sintomas, eu muito atenta claro....Passou esse dia e outros mas continuava sempre a pensar no assunto. Meses depois começo a ter sintomas de um leve ataque de pânico, começo por sentir me fraca, tonturas, a ouvir o coração e a senti-lo cada vez mais forte, na minha cabeça só pensava (vai parar de bater a qualquer segundo). Vou a uma clínica, diagnóstico=ataque de ansiedade. Eu pensava pra mim como era possível? Se eu sentia tudo. Receitou-me um calmante muito leve e realmente dormi até não poder mais com aquilo! Eu sabia que só podia ser algo psicológico, afinal só me acontecia à noite. Cada vez que ia adormecer sentia que desmaiava e despertava como se tivesse apanhado um susto, algo demasiado desconfortável. Foi assim que começou...
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
O Primeiro Ataque de Pânico
Sempre fui muito de pensar demais, mesmo quando era criança já pensava no que o futuro me ia reservar, e já me perguntava como ia arranjar emprego, o que ia fazer quando fosse grande, se me conseguiria sustentar, várias perguntas complicadas naquela idade. Idade em que deveria estar a brincar, e apenas isso. Desde cedo tive uma má relação com a morte, nunca fui a um funeral e não consigo sequer estar perto de uma urna. O primeiro ataque que tive aconteceu por volta dos 11 anos, altura em que a minha mãe teve um acidente (causa provável). Até ter esse ataque tive vários dias sem conseguir comer algo sólido, apenas comia sopas raladas e até isso me fazia aflição, pensava que não conseguia engolir, que ia sufocar. Um dia, estava de tal maneira aflita que fui ao médico, claro que não tinha nada e receitou-me um calmante muito leve. Melhorei e não me lembro de ter mais nada até uns meses atrás.
Continua....
Como começar...
Olá,
A ideia de iniciar este blogue surgiu com a profunda necessidade de partilhar todas as situações que vivo com esta 'doença' psicológica, de conhecer novas pessoas com o mesmo problema, e de ouvir opiniões. Serve também para me distrair e tentar refugiar me neste pequeno ecrã a todas as sensações desagradáveis que posso ter.
Quero que pessoas como eu tenham a oportunidade de falar sobre este assunto abertamente, o que atormenta, dúvidas, pesquisas efectuadas.
Os ataques de pânico/ ansiedade não são fáceis de explicar, são complexos, por isso quem melhor para explicar, do que aquele que sente na própria pele?
Para começar, aconselho a leitura desta página que encontrei no meio de tantas pesquisas feitas sobre este assunto: http://www.anadiaspsicologia.com/panico.htm..
Obrigada.
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